Nem sempre ajuda

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Nem sempre a agua ajuda.
Ao observarmos um canavial localizado na região nordeste do estado de São Paulo, chamou-nos á atenção a quantidade de folhas sêcas existente em toda a lavoura.
Preocupado, procurei lógo por um especialista da área. Tiramos fótos e coletamos algumas amostras. Ao retornarmos para casa, viemos parando em todos os canaviais ao longo do caminho ( Entre Batatais e Ribeirão Preto), notamos que quase todo o canavial estava com o mesmo problema.
Deixamos as amostras e as fotos na estação experimental e aguardamos maiores informações.
Anotamos que no mês de Dezembro a quantidade de chuva na região foi de aproximadamente 400 mm e em Janeiro 600 mm, sendo que em Janeiro tivemos apenas 5 dias de sol.

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Cana sóca 1º corte realizado em final de Julho de 2002
Detalhe 2- foto tirada em 29 de Janeiro de 2003 na região de Franca SP.
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MÊS DE JANEIRO BATE RECORDE DE CHUVAS   NA SANTA ELISA.
Nunca choveu tanto na Fazenda Santa Elisa, sede da Companhia Energética Santa Elisa - CESE, em Sertãozinho. Desde 1948, quando começaram as medições mensais de precipitação pluviométrica na Fazenda, o índice para um mês nunca foi tão elevado - até o dia 30 tinha chovido 611,5 mm. Um recorde absoluto que deixou para trás o maior índice verificado na Fazenda, de 539,6 mm em dezembro de 1949. A quantidade de chuva é três vezes maior que o necessário,
de 210 mm para o mês, para que a cana se desenvolva em condições ideais de sol e calor e atinja o máximo de produtividade. Nos 15 pontos de coleta de chuva para medição pluviométrica mantidos pela CESE, a Fazenda Formiga, em Sertãozinho, apresentou o maior índice: 752 mm. O índice mais baixo, de 523 mm, foi registrado na Fazenda Barra do Agudo, em Morro Agudo.

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Segundo o técnico agrícola da Santa Elisa, Valmir Barbosa, com o atraso o plantio pode avançar para os meses de abril e maio, o que pode provocar perda de rendimento. "A área de renovação de plantio normalmente é de 20% da lavoura. Com as chuvas, 10% dessa área terão o plantio prejudicado, o que pode proporcionar queda de 1,2% na colheita total da safra do próximo ano",analisa. Segundo Barbosa, os efeitos da falta de sol, que produz baixa luminosidade, podem ser amenizados com a evaporação da água da chuva que ocorreu normalmente.

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De acordo com o diretor agrícola, Paulo Castilho, as fortes chuvas impedem o trato cultural, permitem o crescimento do mato entre a cana, favorecem o surgimento da cigarrinha, praga mais comum na lavoura, e dificultam seu combate. Outro aspecto é a possibilidade de erosão e lixiviação (infiltração da água na terra até atingir o lençol freático). Nesse caso, a terra pode perder nutrientes.
Ferraz Jr.
Ass. Comunicação
CIA. ENERGÉTICA SANTA ELISA

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Detalhe das manchas das folhas sêcas
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Detalhe






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Folhas quebradiças

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Detalhe da soqueira


O pequeno produtor para permanecer "vivo": tem que andar de carroça, fazer cerca com bambus, arar com animal, guardar as coisas debaixo do pé de manga, só comer porco e galinha que criar, cuidar da horta o ano todo, e curar curso de bezerro (caso ainda tiver)com folhas de goibeira e ele mesmo tirar o leite, sendo está, a única atividade capaz de enganá-lo por mais tempo .....

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