Noticias de Cítricultura |
| RECEITA DA CITRICULTURA CRESCE 55% A receita bruta da produção citrícola de São Paulo, responsável por mais de 90% da colheita brasileira de laranja, deverá alcançar R$ 2,8 bilhões em 2002, 55% a mais que no ano passado (R$ 1,8 bilhão), de acordo com estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq).Conforme Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea, o expressivo aumento é explicado pela combinação entre aumento do volume produzido, estoques baixos das indústrias de suco, câmbio favorável às exportações da bebida e preço do produto em alta no mercado internacional.Nesta safra, que está em fase final de colheita, a safra paulista deve atingir 350 milhões de caixas, ante as 280 milhões registradas ciclo passado. Do total previsto na atual temporada, as indústrias devem absorver cerca de 280 milhões de caixas (salto de 27,3%) e 70 milhões de caixas de laranja in natura devem ser vendidas no mercado interno.Para chegar à receita bruta de R$ 2,8 bilhões prevista, Boteon levou em conta que a caixa da laranja destinada à indústria foi negociada, em média, por R$ 7,71 nos onze primeiros meses de 2002, ante os R$ 6,40 do acumulado de 2001. Já a caixa da laranja pêra in natura, variedade mais consumida no país, ficou, na média até novembro, em R$ 9,84, ante R$ 8,87 em 2002.Quanto ao câmbio favorável, números do Valor Pesquisa Econômica mostram que, de janeiro a novembro, o dólar médio ficou em R$ 2,8680, 21,93% acima da cotação média do ano passado. Completa o quadro favorável a cotação do suco na bolsa de Nova York. Nos onze primeiros meses do ano, a libra-peso dos contratos futuros de segunda posição foi negociada, em média, a 94,71 centavos de dólar, 13,76% mais que os 83,26 centavos de 2001.O bom ano para as exportações aqueceu a demanda industrial, que passou boa parte do ano com estoques baixos - e ainda tenta recuperá-los. Ainda assim, nos cálculos da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), a indústria brasileira deverá embarcar 1,1 milhão de toneladas de suco congelado no ano, a um preço médio próximo de US$ 1.040 por tonelada. Em 2001, foram 1,050 milhão de toneladas à média de US$ 800. As exportações, portanto, devem passar de cerca de US$ 840 milhões para mais de US$ 1,1 bilhão. O valor não está incluído na receita bruta citrícola. "Foi o melhor ano para a citricultura da última década", resume Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus. (Valoreconomico 16/12) . |
| MORTE SÚBITA
DOS CITROS É uma anomalia que
foi detectada, até o momento, em 30 propriedades aproximadamente, abrangendo uma região
que vai de Barretos até Uberlandia. . |
| Laranja transgênica pode ser usada no combate ao
cancro cítrico da Folha Online O cancro cítrico, doença da laranja causada pela bactéria Xanthomonas citri, que causa prejuízos anuais ao país de cerca de R$ 300 milhões, será combatido com a biotecnologia. Desde 1999, pesquisadores do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) desenvolvem estudos cujo objetivo é obter variedades comerciais de laranja com gene para resistência à essa bactéria. Segundo o pesquisador do Iapar, Luiz Gonzaga Vieira, para se chegar à variedade desejada, inseriu-se na planta o gene stx, que codifica um peptídeo (pequena proteína) antibacteriano com alta atividade inibitória contra diversas bactérias, entre elas a causadora do cancro cítrico. "No momento estamos na fase de seleção dos melhores transgênicos que produzem esse peptídeo", informa Vieira. O gene foi trazido do Japão, por meio de um acordo entre o Iapar e o National Institute of Agrobiological Resources, órgão que já fazia experimentos com esse mesmo gene em tabaco. O próximo passo da pesquisa, de acordo com Vieira, será a multiplicação e os testes, em laboratório, com as plantas geneticamente modificadas. Segundo ele, em cinco anos o material já pode ser levado a campo, quando serão coletadas informações essenciais à utilização dessa tecnologia no combate ao cancro cítrico, de maneira mais eficiente e segura. "Em alguns anos teremos respostas no que diz respeito a cultivares resistentes e à segurança alimentar da fruta, se ela mantém o sabor ou se sofre alguma alteração, e à segurança ambiental", explica. Além disso, o pesquisador ressalta que o experimento visa também possibilitar uma rápida avaliação das características agronômicas da planta, reduzindo o tempo de análise da cultivar no campo. "Do plantio da muda até a obtenção da planta adulta, para podermos fazer uma avaliação agronômica e das características comerciais, leva-se de 5 a 8 anos", diz. As informações são da Agência Brasil. |
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